A caminhada da Manhã de sábado
Sábado, 29 de Maio de 2004 8:30 Natal, Brasil.
Eu estava caminhando com nosso pequeno cachorro, Max, e muito feliz pelo belo dia em que estava, mesmo eu sentindo calor. Notei uma mulher caminhando em minha direção com quatro crianças pequenas em fileira, uma delas era nova demais para andar e era carregado por uma menina que não tinha mais de sete ou oito anos.
A mãe estava levando várias vassouras feitas de palha sobre o seu ombro. As crianças corriam à sua frente, tocando a campainha de cada casa que eles passavam. A mãe, então, parava em cada casa, e chamava o proprietário para ver se ele queria comprar uma vassoura. Você precisa imaginar a cena, todas as casas são cercadas por muros, possuem as portas fechadas e eles se comunicavam por um pequeno interfone pendurado no exterior da casa. A mulher falava nestes interfones perguntando se gostariam de comprar uma vassoura. Ela andou a rua inteira eu estava lá e nenhuma residência respondeu ao chamado dela.
Como eu estava assistindo esta cena o meu espírito estava aflito por esta família, mas, em seguida, a cena ficou pior, no final desta rua, eu vi um homem que parecia ser o marido desta mulher. Ele tinha pelo menos uma dúzia ou mais do mesmo tipo de vassouras no seu ombro, e com mais três crianças juntas a ele, a mais velha tinha em torno de nove ou dez anos.
Esta família com sete filhos, uma jovem demais para andar, estava desde cedo da manhã de sábado caminhando pelas ruas tentando vender vassouras, a fim de ganhar dinheiro suficiente para sobreviver. Eles não estavam mendigando ou roubando: estavam caminhando no sol quente com os seus sete filhos tentando vender algumas vassouras baratas para ganhar um pouco de dinheiro.
Como eu poderia aguentar aquela situação, eu estava preocupado demais com eles. Eu não podia falar o idioma deles, assim eu não pude me comunicar com eles ao mesmo lhes contar do amor de Deus. Além disso, não teria significado nada para eles, a Benção de Deus estendida com uma mão vazia para uma pessoa que está com fome, é uma frase vazia. A segunda coisa é que eu não tinha nenhum dinheiro comigo. Se eu tivesse, eu teria comprado algumas dessas vassouras e depois as teria devolvido para que eles pudessem vendê-las novamente.
Eu voltei para casa e contei a Voni tudo isto e discuti com ela sobre o assunto, e enquanto nós estávamos conversando eu senti em meu espírito que eu deveria levar algum dinheiro para aquela família, entrei no meu carro e saí para ver se eu conseguia encontrá-los. Eu fiz isso e os achei sentados na calçada, debaixo de uma árvore protegendo-se do sol quente. Acenei pra eles e à esposa veio até mim, dei-lhe um pouco de dinheiro e lhe falei que Jesus a amava e também a sua família. (Voni me ensinou como se dizia isso em Português) A mulher estava quase em lágrimas e as crianças sorriam de orelha a orelha. Cumpri com a minha missão, mas no caminho de volta o Espírito Santo toucou-me novamente. Mais uma vez, subi as ruas, e as desci até que eu os encontrei.
O marido e as três crianças estavam em um lado da rua e no outro lado estava sua mulher com as demais crianças. Eu acenei para o homem e ele veio ao carro, indiquei que gostaria de comprar todas as suas vassouras e o dinheiro era suficiente para compra-las e ainda sobrava. Consegui fazer com que ele entender que eu queria que ele permanecesse com todas as vassouras, vi a expressão do seu rosto e de todas as crianças quando eles perceberam o que estava acontecendo era a recompensa mais que suficiente. Eu, mais uma vez, falei a eles que Deus os amava e fui seguir o meu caminho.
O Espírito Santo, me fez lembrar então das palavras de Jesus quando Ele disse: "Quando você não fizer isto para o menor destes você não fez para mim."
Eu não podia falar a língua deles, mas há um ditado que diz que, e é verdade não importando qual o país ou o idioma, "Ações falam valem mais que palavras."
Acredito que por meio das minhas ações, eles acreditaram que Jesus os ama. Sei que esta noite a família toda vai comer e eu poderei dormir melhor.
Joe Pottle